terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Uma Rosa

UMA ROSA

Eu pensava que fosses
Das flores a mais belas
- Uma rosa natural –
Descobri com dificuldade
Que não passavas
De uma rosa de plástico...

A todos enganaste
Com tuas malandragens.
Alguns até se apaixonaram por ti
Porém não passas de uma falsa flor
Sem perfume, sem pudor
Tentando aos olhos desavisados enganar...

Mário Feijó
31.01.11

Missão Cumprida

MISSÃO CUMPRIDA

Foi-se mais um mês do ano
E eu me sinto com a sensação
De dever cumprido ao completar
Um texto dedicado aos primeiros dias do ano...

Missão literária cumprida
- foi quase que um diário –
Mas ficou em mim a pergunta
Por que é que a gente não consegue
Fazer o mesmo com pessoas?

Por mais que se tente
Por mais que se dê amor
As pessoas escorregam em desculpas
Feito um sabonete dentro d’água...

Não sou de desistir de ninguém
Nem tampouco ter medo de nada
Mesmo distante continuarei transbordando amor
Quem quiser que venha partilhá-lo comigo...

Tim-tim!
Uma xícara de chá,
Por favor!!!

Mário Feijó
31.01.11

Sou Feliz

SOU FELIZ

Sou feliz com muito pouco
Fico feliz com um sorriso espontâneo
Com o canto de um pássaro
Vendo peixinhos num lago...

Sou feliz quando acreditam em mim
Quando eu tenho fé em Deus
Quando confio no amor divino
E quando acredito que nada acontece por acaso...

Sou feliz ouvindo o barulho da chuva
Sentindo o calor do sol em meu corpo
Assistindo embevecido a lua cheia
Vendo estrelas numa noite de verão ou de inverno...

Sou feliz com as pequenas vitórias de meus filhos
Vendo meus netos saudáveis
Ouvindo as ondas do mar
E quando acredito que o amor vencerá
Mas também porque sei que sempre fiz o melhor que pude...

Mário Feijó
30.01.11

Trinta Moedas de Janeiro

TRINTA MOEDAS DE JANEIRO

Trinta dias se passaram
Desde que o ano começou!
Há mais de dois mil anos
Alguém vendeu alguém por trinta moedas
Parece que a estória não terminou!

As pessoas não aprenderam a lição
E continuam se vendendo e aos outros
Por moedas de qualquer valor
O amor passou a não ter muita importância...

Estou com a consciência tranquila
Porque eu ensinei o valor do amor
Nunca quis propriedades
Muito menos um cofre cheio de dinheiro...

Sempre pensei em construir um ser
Jamais disse que devíamos ter
Mas o mundo tem apelo maior
E o amor deixou de ter o valor que devia...

Mário Feijó
30.01.11

Antropógagos do Amor

ANTROPÓGAGOS DE AMOR

Por que será
Que feres?
Faca afiada
Língua imolada...

Foste razão
Um desejo
Dois, três ou quatro beijos
E não vi mais
Luz no fim do túnel...

Construí pontes
Todas ruíram
Ratos roeram meus bolsos
Mãos fortes seguraram
Meu coração sangrando....

Carne crua
Antropófagos de amor
Não comeram minha carne
Devoraram só minh’alma...

Algozes cruéis
Aves de rapina
Vertem lágrimas
Devorando suas vítimas...

Acabaram todos
Vítimas de si mesmos...

Mário Feijó
29.01.11