quinta-feira, 10 de março de 2011


ENTRE A ESPERANÇA 
E A FELICIDADE


Chove lá fora
E o som da chuva no telhado
Faz os meus olhos choverem

Fico acuado
E recluso entre as quatro
Paredes do meu quarto

Nuvens escuras
Pairam sobre a cidade
E minh’aura gris
Procura nas cinzas nuvens
Um pouco de você

Quiçá entre as nesgas de sol
Que teimam em se infiltrar
Por entre elas
Pudessem iluminar minha vida

Porque o sol... Ah! O sol!
Este brilhará do mesmo jeito!
Aurea areia as panelas na cozinha
Rabugenta como sempre

Só Felicidade foi quem soube amar
Sem pedir nada em troca
Então “Dani”-se a escuridão
Iluminarei minha alma com esperanças...

Guilherme Sodré/Mário Feijó
17.02.11

DULCE FAR NIENTE (O doce prazer de nada fazer)


DULCE FAR NIENTE 
(O doce prazer de nada fazer)

Uma banheira de espuma
Uma massagem com óleos
O lusco-fusco do entardecer
Jatos d’água numa banheira térmica
Beijos de amor nas noites de inverno
O calor de uma lareira em noite fria

O doce prazer de nada fazer
Vendo a noite chegar
A luz da lua sobre o mar
O farfalhar das asas da borboleta
O chilreio dos pássaros no final da tarde

“Dulce far niente”
Sorriso nos lábios
Alma em paz...


Mário Feijó
17.02.11

QUEM QUER COMPRAR AMOR?


QUEM QUER COMPRAR AMOR?

Dói demais
Você gerar um filho
Dar-lhe amor infindo
Fazer todas as suas vontades

E quando ele cresce
Preocupa-se somente
Com quanto dinheiro
Você tem e com
Quanto ele pode lucrar

E se você tentar
Ensinar o valor do dinheiro
Você passa a não ter mais valor
Mais utilidade neste amor...

Isto sim
É dor!

Mário Feijó
16.02.11

SILÊNCIO E PALAVRAS


SILÊNCIO E PALAVRAS

Palavras são
Chicotes na alma
Silêncio
Aparador de pensamentos

O que castra o amor?
O silêncio?
Ou as palavras?

Palavras de amor
Nunca deveriam doer...

Mário Feijó
16.02.11

EM CADA PORTO UM AMOR

Em Cada Porto Um Amor

EM CADA PORTO UM AMOR

Eu fui ao cais
Somente para olhar
A lua e o mar
E vi chegar muitas embarcações...

Ao longe ouvi
Os apitos estridentes de um navio
E seu mastro imponente
Logo ao cais chegou

Não era a visão
Que eu esperava
Mas não posso negar
Que a sua opulência me perturbou...

Há tantas estórias
E tanto mistério em um navio
Que aporta pela vida afora
Em tantos portos e corações...

Mário Feijó
16.02.11