quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

NEM UM E NEM OUTRO

Um dia ele enfurecido
Vestiu-se de furacão
Armou-se de raios e trovões
E foi-se dali embora...

Ela não mais o viu
Procurou embaixo dos escombros
Nas pedras que rolaram sobre sua vida
Mas nada de notícias...

Desesperada continuou a embriagar-se da chuva
Em seus olhos se refletiam nuvens carregadas
Parecia que outra tempestade
Iria desabar sobre sua vida...

Nada... Nada aconteceu de novo
Ela ensandecida saiu pela vida
Meteu-se em neblina cerrada
E nunca mais ninguém teve notícias – nem de um, nem de outro...

Mário Feijó
31.01.11

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