quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

OI (NO OITAVO DIA...)

Oi... tavo dia do ano!
Estamos todos esperançosos
De que o ano seja melhor
Sempre melhor que o ano anterior...

Oi! Estamos esperando borboletas
A saudar nosso jardim
Trazendo boas novas para o ano
Muita alegria e paz, pra você e pra mim...

Enquanto isto converso com as nuvens no céu
São anjos galopando alazões
Imagens que minha mente forma
Outras que me induzem o pensamento...

Oi, oi, oi! Quero você todos os dias
O meu corpo não se sacia
Somente com as minhas mãos
Quer as tuas nas minha e na minha pele...

Mário Feijó
08.01.11
E NO SÉTIMO?

No sétimo dia
O mistério que envolve o número se desvenda
É o sétimo céu!
Sete dias da semana...

Tudo é magia
Místico, mágico, doce
E eu me entrego
Feito o mar que se entrega ao luar devasso...

Quero sentir o teu corpo no meu
Quero sentir o calor que tu tens
O arrepio que me causas
E entregar o meu corpo ao teu...

Devasso eu? Não!
É a luz do luar
Eu sou apenas o encontro
Do mar e do rio...

Mário Feijó
07.01.11
QUEM TEM MEDO DE MIM?


Era para ser tudo sério
Tão sério como o é a vida
E eu me entreguei a você
Por amor! Por Paixão! Por tesão!

É pouco? Quer mais?
Só que você brincou comigo
Brincou com meus sentimentos
E meu trem descarrilou...

É pouco? Quer mais?
Tive que recomeçar do zero
Mas quem tem medo de viver?
Este morre mais cedo!

Mário Feijó
07.01.11
INSENSÍVEL

Ela vai embora porque diz que:
Eu não sinto nada

As crianças pobres morrem doentes e de fome e você diz que:
Eu não sinto nada

O carro passa veloz, vento batendo, chuva molhando e:
Eu não sinto nada?

Corte no pé, pontos na mão
Um corpo caído na estrada
Inerte no chão e você diz que:
Eu não sinto nada!

Nem a água gela
Nem o sol escaldante
Nem a testa cortada
Nada, nada, nada
E você continua dizendo que:
Eu não sinto nada!

Quem mora neste corpo sou eu
Aqui dentro tem uma alma
Eu sinto frio, sinto fome, sinto amor
Mas isto pra você parece ser nada...

Mário Feijó
07.01.11
GRANDES AMORES

Eu já tive alguns amores
Uns veio a vida e os levou
Outros foram morrendo com o tempo
E houve os que ficaram a me amaldiçoar...

Não foram muitos nem poucos
Foram amores na medida certa
Alguns até vestiram-se de filhos
Outros nem lembro mais quem foram....

Deram-me doses de carinho
Pequenas capsulas que eu
Chamei de capsulas de felicidade
Levaram muito de mim
E de si deixaram quase nada...

Hoje eu sou uma síntese
De tudo que já vivi e recebi
Mas de mim sobrou muito pouco
Penso que o que eu tinha de bom
Os meus grandes amores levaram...

Mário Feijó
06.01.11