domingo, 11 de março de 2012

As Escolhas Que Não Fazemos

Não fazemos escolhas quando
o assunto é família.
Ainda mais quando esta família
vem agregada a alguém que amamos.
Há pessoas de todos os tipos
e temos que conviver com elas.
Mas ser amigo é diferente.
Não somos obrigados
a ser amigos destas pessoas.
O pior é que muitas delas
se fazem de amigas suas.
Eu não posso ser amigo de uma pessoa
que me convida para ir na casa dela,
um dia depois do farto e lauto jantar
que fez para outras pessoas,
na noite de natal,
e que no outro dia chama
a mim e minha família para
comer na casa dela porque
sobrou muita coisa...
E há pessoas especialmente vis,
mesquinhas, que se vestem de santas,
mas que não passam de seres rastejantes.
Eu não sou melhor do que ninguém,
mas deveras sim...
Outro dia alguém deixou de existir,
e logo vem alguém querendo
ocupar o seu lugar, vasculha suas joias
“de brincadeira” alegando que ali
só tem bijuterias e que não gosta de anéis.
Não conseguirás! Deveras não...
Pensei ter pago todos os meus pecados.
Certamente que não porque sobrevivi
numa situação em que ninguém
sobreviveria e ainda recebi esta cruz,
tendo que carrega-la até quando... não sei.
Sonhava nas minhas insônias
e jamais pensei que sobreviveria a ti e a mim.
Se fosse eu quem tivesse partido
certamente a confusão seria menor.
E os abutres voam.
Eles querem mais carniça
e o dinheiro certamente compra todas,
inclusive a verdade...

Mário Feijó
11.03.12

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